8/26/2006
Mulheres de Verdade (ou não) - A Ressurreição!
Primeiramente, profundas desculpas por meu sumiço. Estive num retiro intelectual, mas se vocês preferirem pensar que eu estava sem criatividade, não estarão de todo errados.
Mas nessas minhas férias, tive conversas de alto nível cultural (estejam certos que não) com algumas poucas amigas que me entendem, e numa delas surgiu um ótimo assunto a ser colocado em pauta. Afinal: como é, o que faz e o que há de especial na mulher de verdade?? E o que uma mulher ganha sendo ou não assim?
Vamos começar falando da vida como ela é: mulheres de jogadores de futebol, por exemplo. Já podemos até separa-las em categorias: modelos, modelos entreaspas, misses, ex-misses, pseudo-empresárias, atrizes, ou simplesmente aparecidas, estilo "overnight success" (quem será o responsável por isso?). Elas surgem como belas bonecas de cabelos intactos e com aquele jeito de quem dorme no freezer (será que funciona?). Alguém aí acha que elas roncam quando estão gripadas, têm mau-hálito matinal ou, céus, será que essas mulheres vão ao banheiro e TÊM O QUE FAZER LÁ??? A gente sabe que sim, mas são idéias que se tornam inaceitáveis na hora em que a gente vê uma fotografia da princesa.
Agora por partes: Imaginem uma mulher. Ninguém em especial, apenas uma mulher que seja bonita para você. Sem maquiagem, de preferência. Agora vista nela aquele pijamão xadrez ou de bolinhas, o que preferir, uma meia e um chinelo Havaianas (isso vale uma for-tu-na na Europa, benhê). Pra arrematar, esqueça-se de escovas, chapinhas ou similares, e prenda o cabelo da cidadã. Grande!!! A imagem que você vê é de uma réles mortal. Mas agora me façam um favor: imaginem a vida que leva essa mulher. Ela trabalha o dia inteiro feito uma camela? Ela pega transporte público todo dia, ida e volta, juntamente com suvacos hediondos exalando cheiros múltiplos? Ela estuda, estudou, é formada? Ajuda a mãe no que precisa (e no que não precisa também)? Sai com as amigas, bebe, flerta, dá risada, tem um pileque e uma bela ressaca no dia seguinte? Vez ou outra seu slato quebra ou sua meia desfia logo no começo do dia, numa segunda feira? Se disse SIM a pelo menos 98% dessas perguntas, você imaginou a por méritos chamada de mulher de verdade. Aquela outra a gente chama de protótipo de mulher perfeita.
Uma não pode ser vista cometendo excessos que vira uma transgressora (vide episódio pileque de Victoria Beckham). A outra pode se dar ao luxo de comer feliz e contente uma big porção de batata frita coberta com catchup se ela quiser que amanhã não tem foto do "acontecimento" na imprensa marrom. Se uma aparece sem maquiagem, OH CÉUS, que despautério!!!!! A outra pode atender o entregador de pizza de pijama e pantufas pé-de-urso rosa choque (exp própria) que não tem papparazzi atrás da moita.
Em nome da imagem, o protótipo da mulher perfeita se priva de coisas que são bens ou males necessários na vida de qualquer mulher, seja pela experiência ou pelo aprendizado que trazem quando erradas. E é justamente por isso que elas também merecem a nossa admiração. Sim porque EU, amori miei, por essa vida aí não troco a minha. Seria sim, a feliz esposa de alguém como Luís Figo, mas ele ia ter que aceitar minha condição de ser humano que acorda mal-humorada (com a vantagem de NEVER acordar descabelada porque o lambidão colabora muito nesse sentido), gosta de ficar de pijama em casa, usa creme para as mãos, para os pés, para o corpo para as pernas, para o cotovelo, para a orelha e o escambauaquatro, não consegue parar de estudar e gosta MUUUUUUUITO de batatas fritas com catchup!!!
É minhas crianças, eu e essa minha velha mania de questionar: Mas e eles, o que me dizem? Vão continuar preferindo suas belas e desumanamente sacrificadas bonecas por comodidade? Ou acreditam ter tudo em dia para encararem felizes belas e vividas réles mortais que podem lhes trazer um pouco de uma vida real e mostrar o valor das pequenas coisas que essa "vida real" tem?
Ih, já escrevi demais. Não percam o próximo capítulo que será sobre isso, embasado em profundas pesquisas úteis que a gente sabe que na nossa vida não acrescentarão em nada.
Grazie mille, bambinni. =D
Mas nessas minhas férias, tive conversas de alto nível cultural (estejam certos que não) com algumas poucas amigas que me entendem, e numa delas surgiu um ótimo assunto a ser colocado em pauta. Afinal: como é, o que faz e o que há de especial na mulher de verdade?? E o que uma mulher ganha sendo ou não assim?
Vamos começar falando da vida como ela é: mulheres de jogadores de futebol, por exemplo. Já podemos até separa-las em categorias: modelos, modelos entreaspas, misses, ex-misses, pseudo-empresárias, atrizes, ou simplesmente aparecidas, estilo "overnight success" (quem será o responsável por isso?). Elas surgem como belas bonecas de cabelos intactos e com aquele jeito de quem dorme no freezer (será que funciona?). Alguém aí acha que elas roncam quando estão gripadas, têm mau-hálito matinal ou, céus, será que essas mulheres vão ao banheiro e TÊM O QUE FAZER LÁ??? A gente sabe que sim, mas são idéias que se tornam inaceitáveis na hora em que a gente vê uma fotografia da princesa.
Agora por partes: Imaginem uma mulher. Ninguém em especial, apenas uma mulher que seja bonita para você. Sem maquiagem, de preferência. Agora vista nela aquele pijamão xadrez ou de bolinhas, o que preferir, uma meia e um chinelo Havaianas (isso vale uma for-tu-na na Europa, benhê). Pra arrematar, esqueça-se de escovas, chapinhas ou similares, e prenda o cabelo da cidadã. Grande!!! A imagem que você vê é de uma réles mortal. Mas agora me façam um favor: imaginem a vida que leva essa mulher. Ela trabalha o dia inteiro feito uma camela? Ela pega transporte público todo dia, ida e volta, juntamente com suvacos hediondos exalando cheiros múltiplos? Ela estuda, estudou, é formada? Ajuda a mãe no que precisa (e no que não precisa também)? Sai com as amigas, bebe, flerta, dá risada, tem um pileque e uma bela ressaca no dia seguinte? Vez ou outra seu slato quebra ou sua meia desfia logo no começo do dia, numa segunda feira? Se disse SIM a pelo menos 98% dessas perguntas, você imaginou a por méritos chamada de mulher de verdade. Aquela outra a gente chama de protótipo de mulher perfeita.
Uma não pode ser vista cometendo excessos que vira uma transgressora (vide episódio pileque de Victoria Beckham). A outra pode se dar ao luxo de comer feliz e contente uma big porção de batata frita coberta com catchup se ela quiser que amanhã não tem foto do "acontecimento" na imprensa marrom. Se uma aparece sem maquiagem, OH CÉUS, que despautério!!!!! A outra pode atender o entregador de pizza de pijama e pantufas pé-de-urso rosa choque (exp própria) que não tem papparazzi atrás da moita.
Em nome da imagem, o protótipo da mulher perfeita se priva de coisas que são bens ou males necessários na vida de qualquer mulher, seja pela experiência ou pelo aprendizado que trazem quando erradas. E é justamente por isso que elas também merecem a nossa admiração. Sim porque EU, amori miei, por essa vida aí não troco a minha. Seria sim, a feliz esposa de alguém como Luís Figo, mas ele ia ter que aceitar minha condição de ser humano que acorda mal-humorada (com a vantagem de NEVER acordar descabelada porque o lambidão colabora muito nesse sentido), gosta de ficar de pijama em casa, usa creme para as mãos, para os pés, para o corpo para as pernas, para o cotovelo, para a orelha e o escambauaquatro, não consegue parar de estudar e gosta MUUUUUUUITO de batatas fritas com catchup!!!
É minhas crianças, eu e essa minha velha mania de questionar: Mas e eles, o que me dizem? Vão continuar preferindo suas belas e desumanamente sacrificadas bonecas por comodidade? Ou acreditam ter tudo em dia para encararem felizes belas e vividas réles mortais que podem lhes trazer um pouco de uma vida real e mostrar o valor das pequenas coisas que essa "vida real" tem?
Ih, já escrevi demais. Não percam o próximo capítulo que será sobre isso, embasado em profundas pesquisas úteis que a gente sabe que na nossa vida não acrescentarão em nada.
Grazie mille, bambinni. =D
7/28/2006
curtas e quentes sem plágio
- Dizem que cefaléia e enxaqueca são coisas de gente chique. Bom, sim, que eu sou chique e modesta ninguém pode negar. Mas eu dispensaria esses privilégios.
- Tá faltando homem na China. E eu, como tenho um coração magnânimo, tive uma idéia brilhante para o bem do povo e para a felicidade geral da nação: tá sobrando mulher aqui no Brasil, não é? Pois bem, olha só: a gente manda as italianas pra China e nós, as sobras tropicais, vamos todas pra Itália!!! Hãn? Que tal? Shoooow, héin?????
- Depois de chegar às 9hAM no Centro de Solidariedade ao Trabalhador (Força Sindical), pegar a senha de nº 941, ficar esperando 6, eu disse S-E-I-S horas sentada, ouvindo pagode, tendo que aceitar uma pessoa dizendo "vamos estar divulgando as vagas" sem poder esboçar nenhuma reação, tentando ler algo muito interessante sobre o Renascimento em Arte e Filosofia, e ainda depois de tudo isso, sair com as mãos abanando (RESPIIIIREM... COM CAAALMA... IIIIISSO), eu cheguei a uma conclusão: em outra vida eu vendi ingressos VIP para que o povo assistisse à Via Crucis, e com direito a pedrinhas pra atirar no Condenado. Olha a economia que eu fiz com a grana da regressão, héin???
- E já que havia sido aberta a temporada de empréstimos na minha Juventus de Turim e o clube foi emprestando jogador adoidado, será que eles não poderiam me emprestar o Buffon e o Del Piero por uma temporada cada um? Garanto que eles voltam felizes, contentes e em forma porque, vocês sabem, tem coisas que a Luana NÃO faz pra você, só pra eles... =9
- Assistindo a uma propaganda de uma revista provavelmente de muito bom gosto chamada Planet Sex, na rede Bandeirantes, no intervalo do programa do Otávio Mesquita (eu assisto, tá, algum próvlema?), descobri uma coisa que pode mudar o rumo da história da humanidade: de acordo com o logotipo da revista, o planeta Terra é uma BUNDA e todos os continentes são da cor rosa-choque. Vivendo e aprendendo.
7/25/2006
esperança?
Eu me lembro de um domingo, em 1990, onde eu tinha 5 anos e estava na casa da minha falecida avó, brincando com as duas dúzias de crianças que viviam naquela casa e naquela rua. Naquela tarde, entrei na casa e vi minha irmã chorando copiosamente na frente da televisão e fiquei um bom tempo sem descobrir o porquê. Mas logo entendi: Brasil eliminado e humilhado na copa da Itália. Não sabia nem o que era futebol, mas me lembro de ouvir que aquela ficou conhecida como "A Era Dunga", do futebol feio e violento, que saiu pela porta dos fundos do mundial.
Em 1994 eu já tinha uma leve noção dessa história de Copa do Mundo. Me lembro de ter visto jogos em tudo quanto é que era canto: em casa, na casa de uma tia e até no trabalho do meu pai (aquele Brasil x Holanda, daquele gol de falta do Branco, quem lembra?). E o jogador que me chamava a atenção e me fez entender um pouco o propósito de tudo aquilo foi aquele de cabelo espetado, que usava a braçadeira de capitão. E aquele dia em que o vi levantando a taça marcou o início da minha paixão pelo futebol, que dura até hoje, apesar dos pesares.
Em 1998, já entendendo consideravelmente da arte e assumindo meu grande amor pela Squadra Azzurra, ainda assim me emocionava com o capitão da Seleção Brasileira. Já sem poder vislumbrar nenhuma chance com a minha Itália, chorei com aquele pênalti que o cara bateu contra a Holanda (denovo) e que colocou o Brasil naquela final que quem viveu pra ver prefere esquecer. Mas até hoje a Seleção Brasileira sente falta de uma liderança séria e firme como a que o Dunga passava.
Eu confesso: sou fã, assumida e apaixonada, desse novo técnico da seleção número 1 do ranking da Fifa. Posição essa não merecida atualmente, é claro, mas isso mostra qual é o cargo que está à altura desse cara. Com ele não tem essa história de estrela (vide barraco com o sem-graça do Bebeto que não estava nem aí pro lance perigoso, em pleno jogo da Copa de 98), de talento individual, récordes e o escambau à quatro: o negócio do cara é rendimento e resultado, o que realmente traz a Copa do Mundo pra casa.
Não sei o que ele fará como técnico, mas como capitão, pra mim ele foi, sem dúvida, o melhor dos últimos tempos. E eu jurei que nem ia mais me dar o trabalho de torcer pra essa seleção de mercenários de ego inflado, mas volto atrás nessa minha decisão só pelo Dunga, que é um ídolo no futebol pra mim e me fez gostar e entender desse esporte que, por mais que soe absurdo, é paixão mundial e faz o brasileiro desdentado e o abastado sorrirem da mesma forma. Sem é claro esquecer que a minha seleção do coração é, foi e sempre será a minha Squadra Azzurra!
Forza Dunga! =9
7/21/2006
crônica pra sentir
E no meio de um mundo com bilhões de pessoas, eles se encontraram. Estrangeiros um para o outro, ela fazia turismo enquanto ele levava sua vida cotidiana. No início ela foi relutante, estava em terreno desconhecido, como acreditar? Mas ele acabou por convencê-la de que era sincero. Tornaram-se um do outro, sempre juntos, eram diferentes, mas nos braços um do outro eram um só sempre.
Ele a levava para conhecer lugares especiais, ela se encantava com a maneira que ele via e definia esses lugares. Ele se encantava com a admiração dela, e tudo para os dois parecia uma novidade, um pedaço de algo perfeito que ainda não conheciam. Um céu estrelado de indescritível luar era a cobertura perfeita para um passeio, uma dança, numa noite onde dois se tornam um e ela reposa nos braços dele que lhe traziam conforto e tranqüilidade, à espera de um novo dia.
A vida segue, e num dia de céu encoberto, nuvens negras trouxeram o mal-estar. Os dois discutiam, numa luta de forças de argumentos e contra-argumentos. El a tinha a saúde frágil, e pelo nervoso que passava, já chorava de dor e lamento. Ele, vendo que poderia ficar cada vez mais transtornado, virou as costas e bateu a porta, querendo encerrar de uma vez a discussão. os corações se viam pesados e as lágrimas simplesmente lhes escapoliam dos olhos.
Ele via nos objetos à sua volta uma válvula de escape, e jogava um ou outro no chão ou contra a parede. Ela encontrou abrigo nos travesseiros e antiácidos que a cercavam. Nada a consolava, quando resolveu ligar para uma amiga querida e dar a notícia: no dia seguinte, pegaria um avião e voltaria para casa.
O dia seguinte também amanheceu nublado. Pela manhã ele recebeu uma ligação, avisando que seu amor embarcaria definitivamente naquela tarde, num vôo decidido de última hora. teve a sensação de que o chão lhe foi tirado, e passou horas se lamentando pelo fim que levaria aquele paraíso até então desconhecido por ele, e se perguntando se algum dia conseguiria ter vontade de sentir aquilo novamente. Mas num estalo, disse em voz alta a si mesmo: "ISSO NÃO PODE ACABAR ASSIM, NÃO VOU DEIXAR!!"
Olhou no relógio e percebeu que para tanto precisaria correr. Às pressas trocou de roupa, pegou seu carro e seguiu em direção ao aeroporto. O trânsito relativamente lento o desesperava, e de tanto que tardou, ao finalmente estacionar o carro, olhou o relógio e saiu em disparada. O vôo sairia em 10 minutos. Ao passo que corria, criava olhos para olhar em todas as direções, até localizar o portão de embarque.
Alí parado, só teve fôlego para gritar a primeira sílaba do nome dela. E ao ouvi-lo, ela sentiu dor novamente, recuou seu olhar e percebeu que seu amor estava lá, chorando, sem fôlego de tanto correr. E nesse momento, um segurança do local o retirou de lá, cumprindo as ordens de que não era permitido permanecer no local se não fosse embarcar. Por mais que ele se esforçasse para explicar, o segurança foi irredutível. E quando conseguiu olhar novamente, ela já não estava mais lá. E não havia mais nada que se fazer.
Dirigindo, durante todo o caminho esteve na cabeça dele a imagem do rosto assustado daquela mulher tão diferente, tão perfeita, que ele amava tanto a ponto de ir buscá-la em qualquer lugar. Mas sabia que, justamente por esta expressão que viu em seu rosto, não havia mais volta. Chovia torrencialmente.
Já de noite, ele não conseguia fazer muita coisa além de olhar, da janela dos fundos de sua casa, a chuva que não dava nem sinal de trégua. Tempos depois, lembrou-se que sempre que se via em uma situação difícil, saía andando embaixo da chuva para sentir uma corrente de energia em seu corpo. Apagou as luzes, abriu a porta e saiu. Não conseguiu dar mais um passo à frente.
Do outro lado da rua, alguém parecia estar lá há um bom tempo. Ela chorava, estava em pé mas não conseguia fazer nenhum movimento. Não emitia nenhum som, mas chorava tanto que se podia distinguir em plena chuva. Não foi. Não teve coragem. Ficou por lá, onde encontrou a chance de ser feliz e quase fugiu dela para além-mar.
Ele se aproximou. Tentou achar palavras, mas viu que nenhuma seria suficiente. saíra abraçados, girando, se beijando embaixo da chuva, agora com lágrimas de alívio em saber que ainda eram um do outro, e que nenhuma força no mundo estava disposta a separá-los.
A chuva deu trégua, e o sol reapareceu no dia seguinte.
Acreditem, pessoas. Esse meu "momento dor de cotovelo" surgiu num trabalho de redação na 8ª série, sob o tema "Crônica". A nota até que foi boa... 9,5. Devido a alguns erros ortográficos, os quais já retifiquei viu???? =9
Ele a levava para conhecer lugares especiais, ela se encantava com a maneira que ele via e definia esses lugares. Ele se encantava com a admiração dela, e tudo para os dois parecia uma novidade, um pedaço de algo perfeito que ainda não conheciam. Um céu estrelado de indescritível luar era a cobertura perfeita para um passeio, uma dança, numa noite onde dois se tornam um e ela reposa nos braços dele que lhe traziam conforto e tranqüilidade, à espera de um novo dia.
A vida segue, e num dia de céu encoberto, nuvens negras trouxeram o mal-estar. Os dois discutiam, numa luta de forças de argumentos e contra-argumentos. El a tinha a saúde frágil, e pelo nervoso que passava, já chorava de dor e lamento. Ele, vendo que poderia ficar cada vez mais transtornado, virou as costas e bateu a porta, querendo encerrar de uma vez a discussão. os corações se viam pesados e as lágrimas simplesmente lhes escapoliam dos olhos.
Ele via nos objetos à sua volta uma válvula de escape, e jogava um ou outro no chão ou contra a parede. Ela encontrou abrigo nos travesseiros e antiácidos que a cercavam. Nada a consolava, quando resolveu ligar para uma amiga querida e dar a notícia: no dia seguinte, pegaria um avião e voltaria para casa.
O dia seguinte também amanheceu nublado. Pela manhã ele recebeu uma ligação, avisando que seu amor embarcaria definitivamente naquela tarde, num vôo decidido de última hora. teve a sensação de que o chão lhe foi tirado, e passou horas se lamentando pelo fim que levaria aquele paraíso até então desconhecido por ele, e se perguntando se algum dia conseguiria ter vontade de sentir aquilo novamente. Mas num estalo, disse em voz alta a si mesmo: "ISSO NÃO PODE ACABAR ASSIM, NÃO VOU DEIXAR!!"
Olhou no relógio e percebeu que para tanto precisaria correr. Às pressas trocou de roupa, pegou seu carro e seguiu em direção ao aeroporto. O trânsito relativamente lento o desesperava, e de tanto que tardou, ao finalmente estacionar o carro, olhou o relógio e saiu em disparada. O vôo sairia em 10 minutos. Ao passo que corria, criava olhos para olhar em todas as direções, até localizar o portão de embarque.
Alí parado, só teve fôlego para gritar a primeira sílaba do nome dela. E ao ouvi-lo, ela sentiu dor novamente, recuou seu olhar e percebeu que seu amor estava lá, chorando, sem fôlego de tanto correr. E nesse momento, um segurança do local o retirou de lá, cumprindo as ordens de que não era permitido permanecer no local se não fosse embarcar. Por mais que ele se esforçasse para explicar, o segurança foi irredutível. E quando conseguiu olhar novamente, ela já não estava mais lá. E não havia mais nada que se fazer.
Dirigindo, durante todo o caminho esteve na cabeça dele a imagem do rosto assustado daquela mulher tão diferente, tão perfeita, que ele amava tanto a ponto de ir buscá-la em qualquer lugar. Mas sabia que, justamente por esta expressão que viu em seu rosto, não havia mais volta. Chovia torrencialmente.
Já de noite, ele não conseguia fazer muita coisa além de olhar, da janela dos fundos de sua casa, a chuva que não dava nem sinal de trégua. Tempos depois, lembrou-se que sempre que se via em uma situação difícil, saía andando embaixo da chuva para sentir uma corrente de energia em seu corpo. Apagou as luzes, abriu a porta e saiu. Não conseguiu dar mais um passo à frente.
Do outro lado da rua, alguém parecia estar lá há um bom tempo. Ela chorava, estava em pé mas não conseguia fazer nenhum movimento. Não emitia nenhum som, mas chorava tanto que se podia distinguir em plena chuva. Não foi. Não teve coragem. Ficou por lá, onde encontrou a chance de ser feliz e quase fugiu dela para além-mar.
Ele se aproximou. Tentou achar palavras, mas viu que nenhuma seria suficiente. saíra abraçados, girando, se beijando embaixo da chuva, agora com lágrimas de alívio em saber que ainda eram um do outro, e que nenhuma força no mundo estava disposta a separá-los.
A chuva deu trégua, e o sol reapareceu no dia seguinte.
Acreditem, pessoas. Esse meu "momento dor de cotovelo" surgiu num trabalho de redação na 8ª série, sob o tema "Crônica". A nota até que foi boa... 9,5. Devido a alguns erros ortográficos, os quais já retifiquei viu???? =9
7/18/2006
já vi que lá...
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... está como cá.

Ouvi dizer que o programa do Datena dá a maior audiência lá. Ele é tipo a voz do povo, assim.
7/14/2006
sonho que se sonha só
Vocês aí! Alguém já fez aquele tal teste de escrever tudo o que vier em mente assim que acorda? Dizem que os resultados são surpreendentes.
Pensando nisso, o QG de inutilidade pública do Lordose (no caso, eu, Luana mesmo) fez o teste. O resultado foi no mínimo interessante e no máximo emocionante. E bem grande.
"Eu achava que já sabia me defender sozinha, superar meus obstáculos. mas é naqueles momentos mais difíceis que a gente pára e pensa se nessas horas alguém estaria ao nosso lado.
Eu não sei, não tenho razões palpáveis, mas pensei naquele alguém que existe e não existe. Poderia ouvir sua voz e me sentir bem. Olhar em seus olhos pra entender qualquer coisa, inclusive que o encontrei. O inverno termina mais cedo. Como eu conseguiria amar diante de tanta dificuldade? Só haveria uma explicação: em algum lugar está escrito que a gente se pertence.
Eu queria saber quem afinal é você, o que faz nesse mundo. Eu acredito em sua existência, mesmo não sendo. Sei que chegarei tarde e de repente, mas enfim, a gente se pertence.
Ao caminhar na rua, talvez você se questione algumas coisas. A que veio, se está no caminho certo, quem está com você... Se sentiria sozinho num deserto, conforme seu coração mandasse. Será que precisaria de um amor que atravesse tantas barreiras, mesmo estando com a vida feita? O simples da vida ainda te seria importante? Já sentiu algo mais profundo do que sente agora, ou ao menos quer sentir? Sente no coração que em algum lugar no mundo algo importante acontece com alguém que te diga respeito? Talvez acredite que palvras de origem e fundamento desconhecidos ainda passariam por você.
Mesmo com tudo isso, eu estaria aqui. Acreditando na sua existência, pensando em como será o dia em que a gente vai se encontrar, acreditando que viemos a essa vida perdidos, um em busca do outro. imaginando em que lugar nesse mundo imenso você está, se está feliz com quem está. Em busca de um silência para ver se te encontro no ar. E querendo imensamente estar a seu lado em seus momentos difíceis, sentindo uma dor que não sei de onde vem.
Mas eu acredito. Você existe e não existe. Eu devo saber quem é você, onde nasceu, onde mora, o que faz, com quem vive. Saber da nossa distância, de quando nos precisaremos. Saber que através dessa dor que sinto agora, você precisa de mim. E ter certeza que a gente se pertence. Algum dia, em algum lugar, daqui a algum tempo. (alguma outra frase ilegível e não terminada)"
Estou contratando especializados em interpretação do subconsciente, já que esse é um assunto do qual não trato há anos e de repente, surgiu na minha vida. Favor deixar currículo.
Pensando nisso, o QG de inutilidade pública do Lordose (no caso, eu, Luana mesmo) fez o teste. O resultado foi no mínimo interessante e no máximo emocionante. E bem grande.
"Eu achava que já sabia me defender sozinha, superar meus obstáculos. mas é naqueles momentos mais difíceis que a gente pára e pensa se nessas horas alguém estaria ao nosso lado.
Eu não sei, não tenho razões palpáveis, mas pensei naquele alguém que existe e não existe. Poderia ouvir sua voz e me sentir bem. Olhar em seus olhos pra entender qualquer coisa, inclusive que o encontrei. O inverno termina mais cedo. Como eu conseguiria amar diante de tanta dificuldade? Só haveria uma explicação: em algum lugar está escrito que a gente se pertence.
Eu queria saber quem afinal é você, o que faz nesse mundo. Eu acredito em sua existência, mesmo não sendo. Sei que chegarei tarde e de repente, mas enfim, a gente se pertence.
Ao caminhar na rua, talvez você se questione algumas coisas. A que veio, se está no caminho certo, quem está com você... Se sentiria sozinho num deserto, conforme seu coração mandasse. Será que precisaria de um amor que atravesse tantas barreiras, mesmo estando com a vida feita? O simples da vida ainda te seria importante? Já sentiu algo mais profundo do que sente agora, ou ao menos quer sentir? Sente no coração que em algum lugar no mundo algo importante acontece com alguém que te diga respeito? Talvez acredite que palvras de origem e fundamento desconhecidos ainda passariam por você.
Mesmo com tudo isso, eu estaria aqui. Acreditando na sua existência, pensando em como será o dia em que a gente vai se encontrar, acreditando que viemos a essa vida perdidos, um em busca do outro. imaginando em que lugar nesse mundo imenso você está, se está feliz com quem está. Em busca de um silência para ver se te encontro no ar. E querendo imensamente estar a seu lado em seus momentos difíceis, sentindo uma dor que não sei de onde vem.
Mas eu acredito. Você existe e não existe. Eu devo saber quem é você, onde nasceu, onde mora, o que faz, com quem vive. Saber da nossa distância, de quando nos precisaremos. Saber que através dessa dor que sinto agora, você precisa de mim. E ter certeza que a gente se pertence. Algum dia, em algum lugar, daqui a algum tempo. (alguma outra frase ilegível e não terminada)"
Estou contratando especializados em interpretação do subconsciente, já que esse é um assunto do qual não trato há anos e de repente, surgiu na minha vida. Favor deixar currículo.
7/13/2006
a quem possa interessar
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ocorreu um atentado com bomba no shopping aricanduva essa noite. passei a tarde inteira lá.
repensem suas vidas, tá.
(leiam o post abaixo)
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ocorreu um atentado com bomba no shopping aricanduva essa noite. passei a tarde inteira lá.
repensem suas vidas, tá.
(leiam o post abaixo)
livin' on the edge
"THERE'S SOMETHING WRONG WITH THE WORLD TODAY, AND GOD KNOWS IS AIN'T HIM... "
E novamente, o governador Sr Burns diz que está tudo sob controle. Quando isso acontece, é melhor o paulista começar a ter medo. Sair de casa só com muito cuidado - melhor não sair. Mas em Sampa é quase impossível não sair de casa, inclusive aqui foi o primeiro lugar onde eu vi gente fazendo manifestação porque queria trabalhar. Mas se você de repente estiver andando num ônibus, é atacado. Se sair pra comprar o leite de casa que acabou, é atacado. Se estiver simplesmente andando na rua, ato dos mais comuns do mundo, ataque. Até mesmo, se tiver um amigo ou parente policial, pode redobrar os cuidados.
Lá, no recanto dos colarinhos brancos, se respira o ar blasé. Um oferece ajuda como se fosse um favor. O outro, pra arrematar com mais uma de suas belas piadas, recusa em nome da rixa partidária. E pra ficar mais engraçado ainda, diz que NÃO PRECISA!
Sabem, a primeira coisa que me vem à cabeça é o que fazer pra cuidar dos que eu amo. Mas vem cá, eu sou uma só, feita de matéria humana. Quero tomar conta deles e eles de mim. Nenhum de nós pode se virar em trinta para tanto. Então, é claro que pra conseguir isso a gente vai lá e elege uma meia dúzia de mentirosos que dizem que vão fazer pra gente. E daí pra frente vocês já sabem: é o mesmo maldito círculo vicioso que não vai dar em lugar nenhum...
Alguém tem que salvar a minha pele. E nessa terra de ninguém, ninguém vai fazer isso além de mim. A solução seria ir embora pra algum lugar que funcione. Bom, que eu vou é fato, e não volto atrás. E não venham me chamar de ingrata, desgarrada, entre outros. Eu amo meu país sim senhor, mas não estão me deixando ser brasileira com honra. Então eu vou, e me chamem quando der pra viver como gente por aqui.
Finalizando, um alguém o qual levo em consideração ao extremo, um dia me perguntou: "O que você acha que o lugar para onde você quer ir pode te oferecer?" Sinceramente, eu não sei. Mas aí eu tenho outra pergunta: Fui honesta e decente minha vida inteira no país onde nasci. E o que me ofereceram? O que eu ganhei? Quanto me valeu andar na linha, um trem atrás do outro passando por cima de mim?
Ser honesto no Brasil não compensa. Quando não mata, dá fome.
E novamente, o governador Sr Burns diz que está tudo sob controle. Quando isso acontece, é melhor o paulista começar a ter medo. Sair de casa só com muito cuidado - melhor não sair. Mas em Sampa é quase impossível não sair de casa, inclusive aqui foi o primeiro lugar onde eu vi gente fazendo manifestação porque queria trabalhar. Mas se você de repente estiver andando num ônibus, é atacado. Se sair pra comprar o leite de casa que acabou, é atacado. Se estiver simplesmente andando na rua, ato dos mais comuns do mundo, ataque. Até mesmo, se tiver um amigo ou parente policial, pode redobrar os cuidados.
Lá, no recanto dos colarinhos brancos, se respira o ar blasé. Um oferece ajuda como se fosse um favor. O outro, pra arrematar com mais uma de suas belas piadas, recusa em nome da rixa partidária. E pra ficar mais engraçado ainda, diz que NÃO PRECISA!
Sabem, a primeira coisa que me vem à cabeça é o que fazer pra cuidar dos que eu amo. Mas vem cá, eu sou uma só, feita de matéria humana. Quero tomar conta deles e eles de mim. Nenhum de nós pode se virar em trinta para tanto. Então, é claro que pra conseguir isso a gente vai lá e elege uma meia dúzia de mentirosos que dizem que vão fazer pra gente. E daí pra frente vocês já sabem: é o mesmo maldito círculo vicioso que não vai dar em lugar nenhum...
Alguém tem que salvar a minha pele. E nessa terra de ninguém, ninguém vai fazer isso além de mim. A solução seria ir embora pra algum lugar que funcione. Bom, que eu vou é fato, e não volto atrás. E não venham me chamar de ingrata, desgarrada, entre outros. Eu amo meu país sim senhor, mas não estão me deixando ser brasileira com honra. Então eu vou, e me chamem quando der pra viver como gente por aqui.
Finalizando, um alguém o qual levo em consideração ao extremo, um dia me perguntou: "O que você acha que o lugar para onde você quer ir pode te oferecer?" Sinceramente, eu não sei. Mas aí eu tenho outra pergunta: Fui honesta e decente minha vida inteira no país onde nasci. E o que me ofereceram? O que eu ganhei? Quanto me valeu andar na linha, um trem atrás do outro passando por cima de mim?
Ser honesto no Brasil não compensa. Quando não mata, dá fome.
